Por: LARYSSA CARVALHO
“Todo dia recomeçamos a viver. Toda noite concluímos um capítulo do livro que se intitula: Vida. A vida só nos parece verdadeiramente útil quando sentimos ter feito algo de bom para o nosso próximo.” (HUGO SCHLESINGER)
Tudo começou há seis anos quando apareceu uma pequena lesão em meu umbigo e um aumento exagerado de caspa. Então, começou a minha caminhada a procura de dermatologistas para que pudesse fazer um tratamento sério e eficaz chegando a cura. Porém, isto não foi possível, porque sempre falavam que era uma alergia e que por mais remédios que eu usasse nunca encontrava a cura.
Já estava quase entrando em desespero quando o sexto dermatologista procurado por mim me falou que era portadora de psoríase e que essa doença não existia cura, mas havia tratamento e poderia ser controlada.
Quando este médico me falou que não existia cura senti o meu mundo desabar e consequentemente mais lesões apareceram, apesar do apoio familiar, de profissionais e amigos foi muito difícil suportar essa notícia tão desagradável. Passei por momentos muito difíceis e angustiantes, além de diversos profissionais, muitos cremes, pomadas, simpatias, enfim, tentei de tudo a procura dessa cura tão sonhada. Consegui ficar sem lesões, mas sempre que desorganizava algo na minha vida que mudasse minha rotina percebia que essas lesões apareciam com a mesma freqüência que desapareciam. Era um verdadeiro mistério que tinha a desvendar.
Achava que era a única pessoa do mundo com essa doença, mas tive conhecimento da ACEPP por intermédio de meu tio que se associou por telefone, porém nunca pode ir a uma reunião da associação. Resolvi ir a uma dessas reuniões.... fui com receio do que poderia encontrar, mas lá chegando... (Puxa!,...lembro-me como se fosse hoje), fui muito bem acolhida, me emocionei bastante, consegui me conter, mas ao voltar para casa dirigindo, relembrava aquele momento, passava em minha mente como numa tela de cinema.
Conheci pessoas com o mesmo problema que eu. Umas alegres por fora e tristes por dentro, outras totalmente tristes e angustiadas, porém dispostas a superar suas dificuldades. Ao chegar em casa me senti melhor, leve, feliz por saber que não era a única pessoa do mundo com psoríase.
Passei a freqüentar as reuniões, fui me sentindo melhor, mudei minha forma de vida, passei a ter uma “qualidade de vida”, fazia o tratamento, as lesões foram sumindo,....
Tive durante dois anos “férias” dessas lesões que retornavam com bastante intensidade. Começou tudo de novo... tive que recorrer a outros tratamentos e a procura por outros dermatologistas...
Através da ACEPP em comemoração ao Dia Mundial da Psoríase do ano de 2006 tive a oportunidade de conhecer uma dermatologista e excelente profissional, professora da Universidade Federal do Ceará e pesquisadora do setor de dermatologia. Iniciei então, um tratamento especializado no Hospital Universitário Walter Cantídio onde passei por várias etapas de exames e medicamentos.
Há cinco meses uso um medicamento biológico com excelente resultado. Todos os dias agradeço à Deus por ter colocado tantas pessoas maravilhosas e especiais no meu caminho, por ter esse medicamento no hospital para realizar o tratamento e peço a Deus também, para que um dia, todos os portadores de psoríase tenham acesso a esse medicamento.
Hoje, passada essa nuvem negra em meu caminho, percebo como foi importante a ACEPP em minha vida. Continua e continuará sendo, pois agora faço parte da Diretoria dessa maravilhosa associação e pretendo contribuir da melhor forma possível para que possamos ser a luz do caminho da solidariedade à todos que dela necessitem.
Estaremos sempre de braços abertos para todos que necessitarem do nosso abraço acolhedor.
Não posso deixar de lembrar uma amiga tão especial....Simone Canelada que apesar de ser paulista é cearense de coração e criou nossa ACEPP. Portanto, eu como cearense nata, agradeço em nome da “Terra da Luz”.
Agradecimentos especiais:
● A DEUS, o Pai Eterno e Todo Poderoso, pelo dom da Vida.
● A minha família pela força, carinho e dedicação.
● Ao Dr. Gilmário Bezerra por ter corretamente me diagnosticado dentre todos os profissionais que busquei.
● Ao Tio Aires de Figueiredo Carvalho por ter me informado sobre a existência da ACEPP.
● A Simone Canelada pelo acolhimento e solidariedade.
● A Dra. Thereza Lúcia Almeida Prata pela grandeza profissional e sentimento humanitário.
● Ao Dr. Igor Coelho Cavalcanti pelo profissionalismo e presteza em seus atendimentos.